quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O CASTELO DA BONDADE

Era uma vez...

A rainha Titi tinha duas filhas.

Isíris, a princesa primogénita, e Mary, a benjamim da família real.

As princesas eram o oposto uma da outra.
Isíris, tinha os cabelos dourados, e irradiava o sol.
Mary, de cabelos escuros, fazia lembrar o luar.

Qual das duas a mais bela!?

Isíris, era delicada e gostava de literatura.
Passava longas horas na biblioteca, do castelo, a ler e a sonhar com príncipes e cavaleiros.

Mary, era aventureira!
Partia, ainda o sol não havia nascido, com o seu cavalo alado, por entre montes e vales.
Ia sempre com um, grande, sorriso. Poder-se-ia dizer que o sorriso lhe preenchia, e iluminava, o rosto todo.
Chegava ao castelo já tardiamente. Com ela, vinha sempre a lua.
Já não eram só rumores, havia quem afirmasse que Mary era filha da noite!
O luar era o seu, fiel, companheiro.

Isíris recitava poemas, e os reis escutavam-na maravilhados!

Mary colhia frutos silvestres, e com eles eram confecionados doces de compota. A rainha fazia questão de os preparar sozinha.

As aias, ficavam apreensivas... olhavam umas para as outras, sem saber o que fazer, ou dizer.
A rainha, Titi, sossegava-as; e lá lhes explicava, uma, e outra, vez, que os frutos que eram colhidos pela princesa só poderiam ser preparados pelas suas mãos.
- "Amor com amor se paga!" - dizia a rainha.

O reino era governado com amor.

Os reis preocupavam-se em transmitir os seus valores às filhas.
Todos os verões, a família real ia visitar, pessoalmente, o seu povo. A carruagem que os transportava ia repleta de bens e medicamentos para doar a quem deles necessitasse.

As princesas adoravam as viagens que faziam por todo o território real. Nas visitas que faziam percebia-se que, afinal, elas não eram, assim, tão diferentes. As duas adoravam brincar com os súbditos e era vê-las correr pelos campos. Quais lebres!

No regresso ao castelo, os reis e as princesas vinham com a carruagem a transbordar de afetos e o coração a rebentar de amor!


Obrigada, Clotilde, Íris e Sara, pelo coelho anão que nos ofereceram.