quinta-feira, 5 de abril de 2012

Estarei só?

Hoje, quando cheguei, senti um estranho arrepio. Pela primeira vez estava só. Literalmente.
Um gabinete enorme e lindíssimo. Secretárias, computadores, televisor, jornal diário.
Este, meu, posto de serviço é maravilhoso.
Orgulho-me do que faço. Nada me apraz mais!

"Trabalhei" alguns anos, apenas, com reformados. Não posso considerar trabalho a algo que adoro fazer. Portanto, não trabalhei!!!
Dediquei-me aos reformados. Escutava-os.
Com a reestruturação, surgiram várias alterações na orgânica do serviço.
A secção de reformados passou a ser de todos e para todos, independentemente da situação; reforma, reserva ou ativo.
Apesar de tudo, continuei a dar um "brilhozinho" especial aos que labutaram durante anos, que têm mais anos de experiência de vida: os  reformados. Não descurando, claro está, os colegas que, como eu, estão no ativo.

Uma feliz mudança! Passei a privar com todos, constatei rapidamente!

Porém, uma nova alteração surgiu... um colega foi para a reserva. Fui convidada para o seu lugar.
Teria que saír do quartel, onde sempre estivera rodeada de gente.
Iria para a delegação dos serviços sociais. O serviço seria o mesmo, o espaço não.
Um local desejado e tranquilo. Não há fardas. Há sorrisos.

Um pequeno senão: é demasiadamente sereno.
Os colegas com necessidades, destes serviços, deslocam-se cá. Todavia, alguns fazem os seus pedidos por carta, internet, fax, telefone.
É tão impessoal!

Hoje, no quartel, estão poucas pessoas. tenho a certeza!
Cá, somos pouquíssimos e, para minha felicidade, todos simpáticos; sem exceção.
Todavia, uns de serviço outros dispensados. E, ainda, os que estão de férias.

Aqui, hoje, estou somente eu!





Preciso sentir-te, mãezinha!

sábado, 31 de março de 2012

SAUDADE

 



                           


Saudade, saudade... 
                           
Saudade de um beijo?
Recebo-os todos os dias.

Saudade de um abraço?
Estou rodeada de chi-corações.

Saudade de amar?
Amo com intensidade.

Saudade do amor?
Todos os dias me sinto amada.
   
Saudade, saudade...

Mãezinha, mãe, querida, amada... quanta saudade.









sexta-feira, 30 de março de 2012

CAMINHOS




Oh, Couce!




Por tuas veredas
fascinados
os viandantes

Teus verdes
de tons mil

O sol
em ti sorri

Nas águas
que em ti passam
por entre Pias e Santa Justa
me refleti.


Qual maravilha
de Portugal!



Obrigada, meu amado, pela caminhada que, ontem, juntinhos fizemos.
Obrigada, mãezinha, porque senti que estiveste, sempre, a nosso lado.

segunda-feira, 26 de março de 2012

PAI, A MÃE ESTÁ A VELAR POR TODOS NÓS.

Ontem, fui dar um passeio com o pai.
Sei que estavas connosco. Pelo caminho, falamos em ti.
O pai contou-me que sonha todos os dias contigo. Que sente, muitíssimo, a tua falta.
O Dioguinho perguntou-nos quando saírias do cemitério e virias para casa.
Expliquei-lhe, uma vez mais, que estás no Céu e no nosso coração. Que, agora, és uma estrelinha brilhante que estará sempre a velar por todos nós.
O passeio foi agradável. Fomos ao parque. Os meninos jogaram bola e divertiram-se.

No regresso, a casa, o Gonçalo perguntou-me: mãe ouviste o avô?
- Ouvi filhinho, respondi-lhe. O avô pediu-me que chamasse a avó.
- Chama a tua mãe, disse.

Beijinhos, mãezinha, no coração.

DE NOVO

Cá estou, de novo, a  pensar em ti
Surges a cada instante
Imagino-te a sorrir
A correr por campos verdejantes

Já não necessitas do andarilho
A juventude regressou
Não há dor
Amor, sim!
Supremo amor!