domingo, 29 de julho de 2012

HISTÓRIAS DE CAVALEIROS QUE NÃO PODEM SER PRÍNCIPES

Era uma vez...


Num domingo cheio de sol, mas não demasiado quente.
Um dia cintilante. Uma leve brisa, daquelas que nos afagam o rosto. Nos fazem sorrir e sentir bem.

Um domingo como tantos outros... ou não!
Não fossem surgir aqueles dois cavaleiros ao fundo da rua e tudo seria pacato. Como sempre!

Afinal, na rua do Avelino e da Ana Paula era, sempre, tudo tão certinho, tudo no devido lugar e sempre limpíssimo.
Eles eram felizes. Não haja dúvida!

Ora conversavam, ora riam. Namoravam ou ficavam ali, simplesmente, a olhar um para o outro; uns dias faziam passeatas, noutros, dias, iam de encontro ao desconhecido. Grandes descobertas. Tudo os maravilhava. Sempre com um sorriso no olhar.

Um dia, porém, tudo mudou...

No dia em que surgiram os dois cavaleiros, altos, espadaúdos, lindíssimos e inteligentes, a vida da Ana Paula e do Avelino mudara radicalmente.
A rua, onde viviam, não mais fora a mesma. Contudo, as folhas, dos seus livros, passaram a ser mais coloridas.
Nunca mais esteve tudo no seu lugar, nunca mais houve silêncio; nunca mais nada esteve sempre limpo.


A partir desse dia... raramente ouviam as notícias, daquela rua, que passavam na televisão.
Aliás, a televisão deixou de ser deles.
Sim, imagine-se, os cavaleiros tomaram conta da televisão.
Ia-me esquecendo, não fiquem espantados por haver televisão. Nesta história há tudo.
Pois, têm razão, cavaleiros... televisão.
Digamos que, são cavaleiros dos tempos modernos. Não os da "Távola Redonda"! Isso já seria outra história e antiquíssima. A qual, gosto por sinal.

Não julguem, porém, que o Avelino e a Ana Paula deixaram de ser felizes.
Não, bem pelo contrário! Na maioria das vezes, há, porventura, uma desorganização, alegremente, organizada.

Desde esse dia, eles, perceberam que a sua vida passaria a ser bem mais feliz. Se é que se pode ser, ainda, mais feliz.

Humm...deixem-me pensar... Sim, ainda se pode ser mais feliz!

Os dois cavaleiros trouxeram-lhes uma nova visão da vida e do mundo que os rodeava.

Ensinaram-lhes que, o mais importante era gratuito... não se consegue atribuir um valor.
Há muita brincadeira e alegria naquela rua.



MORAL: Amarmo-nos sempre e para todo o sempre.
                Dialogarmos sobre as nossas alegrias e as nossas tristezas; sobre as nossas incertezas e as nossas decisões.




NADA DE NOVO. TUDO NOVO!


Ah! Antes que me esqueça: para concluir, nesta rua também há regras! Contá-las-ei noutra altura.



                                             FIM! 
 

Quando chamei Príncipe ao meu filhinho, Diogo, respondeu-me, peremptoriamente, que adorava Cavaleiros. Príncipes não!

Perguntei: Podem ser Príncipes Cavaleiros? Nas histórias, todos os Príncipes são Cavaleiros!

Filhinho: Gosto mais de Cavaleiros que não são Príncipes.

Assim, muitas das histórias clássicas passaram a ser contadas com Cavaleiros (que não eram Príncipes) mas que salvaram, lindas, Princesas. 







 


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