I
Carolina,
Era uma menina alegre e amiga da natureza.
Não era difícil encontrá-la.
Onde estivesse um animal ferido, lá se encontrava Carolina!
Onde estivesse um animal ferido, lá se encontrava Carolina!
Era uma menina pequena e com um, grande, segredo.
Conseguia falar com os animais e com as plantas!
Mal o sol despontava, Carolina levantava-se da cama. Tomava o pequeno almoço, sorridente, e corria em busca de aventuras.
Um dia...
Enquanto tratava a pata ferida do seu cachorrinho, viu um lindo e colorido pássaro. Diferente dos que habitualmente voavam e pousavam por ali.
Abriu os grandes olhos, sonhadores, para o observar e quase se esquecia do que estava a fazer.
Parecia que a própria Carolina tinha começado a voar.
Parecia que a própria Carolina tinha começado a voar.
Só quando ouviu o seu Bolinha ganir é que desceu à terra e, pedindo-lhe desculpa, voltou a cuidar do seu amigo com todo o carinho. Contudo, logo que terminou, voltou-se para o pássaro, que tinha pousado no ramo de uma árvore próxima.
- Pássaro! Tens, sempre, vontade de voar? Nunca te cansas?
O pássaro respondeu-lhe, com outra pergunta: Tu, queres parar!?
O pássaro respondeu-lhe, com outra pergunta: Tu, queres parar!?
Em seguida viu uma serpente, e sem se aproximar, questionou-a se gostava de rastejar?
A serpente, tal como o pássaro, retorquiu-lhe:
- Gostas que te vejam com repugnância, ou medo no olhar?
A serpente, tal como o pássaro, retorquiu-lhe:
- Gostas que te vejam com repugnância, ou medo no olhar?
Carolina aproximou-se do rio que corria, tranquilamente, e continuou com as suas questões.
Desta vez a um peixe dourado.
- Teu sonho, sempre, foi nadar?
O peixe ficou surpreendido com a questão.
- Há algo para além do rio e do mar?
Desta vez a um peixe dourado.
- Teu sonho, sempre, foi nadar?
O peixe ficou surpreendido com a questão.
- Há algo para além do rio e do mar?
- E tu, árvore, não gostarias de soltar as raízes e passear?
A árvore (com uma gargalhada bem disposta) nem hesitou: Na minha sombra deitam-se poetas e sonhadores. Fazem planos namorados. Nos meus ramos, fazem ninho e chilreiam pássaros.
As crianças, tal como tu, procuram-me, ora, para brincar com as minhas folhas; Ora, para lanchar junto a mim.
Pergunta à tua mãe se ainda se lembra das vezes que subiu para as minhas cavalitas. E do baloiço preso em meus braços... lembrar-se-á?
A árvore (com uma gargalhada bem disposta) nem hesitou: Na minha sombra deitam-se poetas e sonhadores. Fazem planos namorados. Nos meus ramos, fazem ninho e chilreiam pássaros.
As crianças, tal como tu, procuram-me, ora, para brincar com as minhas folhas; Ora, para lanchar junto a mim.
Pergunta à tua mãe se ainda se lembra das vezes que subiu para as minhas cavalitas. E do baloiço preso em meus braços... lembrar-se-á?
II
E assim...
Carolina, espreguiçando-se, foi despertando do seu belo sonho.
Melancolicamente, respondeu para si mesma: tens razão, esqueci-me, fiz uma pergunta bem tonta. - Posso visitar-te, brincar e ler, de novo, junto a ti?
- Claro! (ouviu a voz da árvore intrinsecamente) Estarei sempre cá, para te receber. Não te esqueças de trazer a família e os amigos!
- Até breve pássaro!
- Lamento serpente, continuarei com medo de ti. Porém, não te preocupes, continuarei a lutar para que te protejam. Peixe, és lindo!
Árvore, gosto tanto da tua sombra!
- Lamento serpente, continuarei com medo de ti. Porém, não te preocupes, continuarei a lutar para que te protejam. Peixe, és lindo!
Árvore, gosto tanto da tua sombra!
III
Tomou um banho relaxante e, nesse mesmo instante, decidiu que quando crescesse seria veterinária... ou quereria ser outra coisa?
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