Pingo Doce, era uma gotinha leve e límpida.
Vivia numa linda lagoa ladeada de árvores seculares, cujos ramos tocavam nas suas águas cristalinas.
Pássaros de mil e uma cores chilreavam à sua volta.
Esquilos, coelhos, gazelas e outros animais saciavam a sua sede junto a si.
Quase todos os fins de semana vinham pessoas admirar aquela bela paisagem.
Um lugar de glória e paz!
Pingo Doce, tinha um número infindável de irmãs e amigas e todas elas eram felizes!
Todas... excepto Pingo Doce, que observava tudo atentamente, e, tristemente suspirava...
- Huuuum... ai, ai... como eu gostaria de me sentir feliz assim...
As outras gotinhas, ora saltitavam e corriam, quando chovia, para darem as boas vindas às novas gotinhas que a elas se juntavam... ora ficavam paradas, e quietinhas, a sentir os raios de sol que as aqueciam. Tinham uma alegria contagiante, e sabiam apreciar o que a vida lhes tinha para oferecer.
Apenas Pingo Doce se deixava ficar, melancolicamente, no seu lugar.
Ninguém a convencia a participar em nada... o tempo passava... e nem uma aventurazinha ela tinha para contar.
Nada!
- E, sabem porquê?!
- Eu conto-lhes...
Pingo Doce queria ser uma gotinha com sabor a sal. Todavia, tinha medo de sair do seu cantinho e de seguir o seu caminho.
Já se passaram vários anos... e Pingo Doce continua a suspirar...
Agora, a sua tristeza, é por não ter aproveitado a sua infância e por nunca ter feito esforço algum para sair da lagoa.
A sua imaginação levou-a para lugares longínquos. Contudo, nunca fez nada para realizar os seus sonhos.
Hoje, Pingo Doce, já não tem o mesmo espírito triste, e inquietante de outrora, e tornou-se mais tranquila. No entanto, sem saber bem porquê, deixou de ser uma gotinha doce e transformou-se numa gotinha agridoce!!!
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quinta-feira, 13 de abril de 2017
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Larinha, era uma menina alegre.
Tinha olhos estrelados e cabelos, compridos, cor de luar.
Vivia na Estrela do Norte, e todos os dias esperava pelo seu amigo Miguel, para brincar.
Miguel, vivia na Estrela do Sul, e, era normal vê-lo, todos os dias, sentado na sua estrela à espera do vento para apanhar boleia na sua cauda.
O vento era um velho, rezingão. Poucos gostavam dele, e as nuvens temiam-no!
Não era de admirar que tivessem medo; afinal, quando o vento abria a, enorme, boca fazia tudo rodopiar à sua volta.
As nuvens entrelaçavam-se com receio de se separar. Mesmo assim, o vento levava-as para bem longe umas das outras. Fazia-as correr para terras distantes e para junto do arco-íris.
Queria que as nuvens convivessem com todos os habitantes do espaço. Porém, estas, em vez de lhe agradecerem ficavam cinzentas e tristes.
Depois, eu é que sou ventoso! (pensava o vento), logo eu, que consigo fazer dançar até os pés de chumbo!
Só Miguel e Larinha o compreendiam.
Sempre que o ouvia, assobiar, Larinha acenava-lhe sorridente. Sabia que o seu amigo Miguel estava a chegar, e não tardaria estariam juntos e a brincar.
O vento andava sempre apressado, todavia, arranjava sempre um tempinho para levar os seus amigos, Miguel e Larinha, a passear.
Com os dois em cima da sua cauda, deslizava, suavemente. As folhas das árvores bailavam tranquilas à sua passagem. Era dia de descanso no reino da vegetação e até as nuvens podiam dormir descontraidamente.
Felizes, desceram à praia para correr, apanhar conchas e conversar. Larinha fez colares de contas para oferecer às estrelas do mar. Miguel atirava pedrinhas, para as ver deslizar nas ondas do mar. Enquanto se divertiam a brisa, sem nunca desviar o olhar, com enlevo, cuidava dos seus meninos.
Quando a noite chegava, o vento levava-os de novo a casa.
Miguel e Larinha, a cintilar, adormeciam e sonhavam com beijinhos de sol e abracinhos de luar.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
José Filipe era um rapaz alegre e inteligente.
Os pais e os irmãos eram o seu porto seguro, e Vila Real o seu mundo.
Amava a família, e crescia de forma saudável com a natureza; explorava cada um dos seus recantos. Imaginava-se um Indiana Jones, e só regressava a casa quando a mãe o chamava para as refeições.
Os pais e os irmãos eram o seu porto seguro, e Vila Real o seu mundo.
Amava a família, e crescia de forma saudável com a natureza; explorava cada um dos seus recantos. Imaginava-se um Indiana Jones, e só regressava a casa quando a mãe o chamava para as refeições.
Contudo, à medida que a juventude se aproximava sentia que lhe faltava algo; não conseguia expressar por palavras o que lhe ia na alma. Gostava de ler e sentia que Vila Real já não lhe chegava. Precisava de mais…
- O quê?! (pensava José Filipe). O que me falta?
- O quê?! (pensava José Filipe). O que me falta?
A sua entrada na faculdade foi motivo de orgulho para os pais, e a Universidade de Lamego ficava perto de casa. Todavia, a mãe sentia um aperto no peito de cada vez que se lembrava que o filho estava a crescer e já não o conseguiria manter muito tempo junto a si.
Longe de imaginar que a curta distância seria apenas o princípio da nova vida do seu, amado, filho.
Longe de imaginar que a curta distância seria apenas o princípio da nova vida do seu, amado, filho.
José Filipe gostava de conhecer lugares e culturas diferentes, e não era difícil encontrá-lo a ler, ver documentários na televisão ou a navegar na Internet.
Um dia, durante o jantar, comentou com a família que tinha conhecido Zury pela Internet e que gostaria de a conhecer pessoalmente.
Contou com tal comoção… quem o ouvisse perceberia o que lhe ia no coração… a família sentiu, nesse momento, que nunca o conseguiriam demover da sua intenta, e foi dessa forma que o viram partir.
Oporem-se seria o mesmo que afastar o filho. Isso era impensável!
Oporem-se seria o mesmo que afastar o filho. Isso era impensável!
José Filipe nunca trouxera dissabores à família. Fora sempre bom menino, bem educado e nunca reprovara na escola.
No dia da sua partida para a Malásia, não houve quem conseguisse conter as lágrimas. Estas caíam, abundantemente, pelos rostos de todos os que se foram despedir de José Filipe.
- Malásia… Zury… meu amor… já falta tão pouco para estarmos juntos (José Filipe não pensava em mais nada). Todo o pensamento se concentrava no encontro de ambos e tinha a garganta embargada pela ansiedade que sentia.
Quando, por fim, foi anunciada a chegada à Malásia, José Filipe ficou petrificado e não se mexeu mais.
E se… e se… (balbuciava ele) e se Zury não gostar de mim? Perguntou a uma hospedeira de bordo que entretanto se aproximara para o mandar sair do avião.
E se… e se… (balbuciava ele) e se Zury não gostar de mim? Perguntou a uma hospedeira de bordo que entretanto se aproximara para o mandar sair do avião.
Hesitantemente desceu do avião, e foi buscar a mala.
Decidiu ligar para casa. Iria dizer aos pais que tinha desistido de conhecer Zu e que só queria regressar e desistir daquela ideia, que percebeu agora, disparatada!
Quando se preparava para telefonar, viu Zury a acenar-lhe. O sorriso dela iluminava todo o espaço e não conseguia ver mais nada, ofuscado com a sua beleza.
Sem pensar, correu no seu encalço e abraçou-a, ali mesmo, sem pudores. Sem medos.
Era outro lugar, outra cultura, outro mundo.
Zury correspondeu ao seu abraço.
Assim ficaram durante alguns minutos, e não se conseguiam apartar. Nem um, nem outro, falaram… as palavras estavam naquele abraço.
José Filipe tinha chegado a casa.
Vila Real não sairia nunca do seu coração. Porém, tinha chegado ao seu lar.
Decidiu ligar para casa. Iria dizer aos pais que tinha desistido de conhecer Zu e que só queria regressar e desistir daquela ideia, que percebeu agora, disparatada!
Quando se preparava para telefonar, viu Zury a acenar-lhe. O sorriso dela iluminava todo o espaço e não conseguia ver mais nada, ofuscado com a sua beleza.
Sem pensar, correu no seu encalço e abraçou-a, ali mesmo, sem pudores. Sem medos.
Era outro lugar, outra cultura, outro mundo.
Zury correspondeu ao seu abraço.
Assim ficaram durante alguns minutos, e não se conseguiam apartar. Nem um, nem outro, falaram… as palavras estavam naquele abraço.
José Filipe tinha chegado a casa.
Vila Real não sairia nunca do seu coração. Porém, tinha chegado ao seu lar.
Regressou ao país que o viu nascer uns anos mais tarde.
Depois de vários dias de chuva, Vila Real vestiu-se de azul celeste para o receber.
Não só a família, também os vizinhos e amigos fizeram questão de estar presentes para receber o filho da terra que por todos era amado.
Não só a família, também os vizinhos e amigos fizeram questão de estar presentes para receber o filho da terra que por todos era amado.
Com José Filipe foram Zury e Andrea, filha de ambos.
Andrea, a princesa! Andrea, fruto do mais puro e belo amor.
José Filipe percorreu metade do mundo para o tornar mais colorido!
Coloriu o mundo com os tons de duas culturas diferentes que se tornaram iguais.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
I
Carolina,
Era uma menina alegre e amiga da natureza.
Não era difícil encontrá-la.
Onde estivesse um animal ferido, lá se encontrava Carolina!
Onde estivesse um animal ferido, lá se encontrava Carolina!
Era uma menina pequena e com um, grande, segredo.
Conseguia falar com os animais e com as plantas!
Mal o sol despontava, Carolina levantava-se da cama. Tomava o pequeno almoço, sorridente, e corria em busca de aventuras.
Um dia...
Enquanto tratava a pata ferida do seu cachorrinho, viu um lindo e colorido pássaro. Diferente dos que habitualmente voavam e pousavam por ali.
Abriu os grandes olhos, sonhadores, para o observar e quase se esquecia do que estava a fazer.
Parecia que a própria Carolina tinha começado a voar.
Parecia que a própria Carolina tinha começado a voar.
Só quando ouviu o seu Bolinha ganir é que desceu à terra e, pedindo-lhe desculpa, voltou a cuidar do seu amigo com todo o carinho. Contudo, logo que terminou, voltou-se para o pássaro, que tinha pousado no ramo de uma árvore próxima.
- Pássaro! Tens, sempre, vontade de voar? Nunca te cansas?
O pássaro respondeu-lhe, com outra pergunta: Tu, queres parar!?
O pássaro respondeu-lhe, com outra pergunta: Tu, queres parar!?
Em seguida viu uma serpente, e sem se aproximar, questionou-a se gostava de rastejar?
A serpente, tal como o pássaro, retorquiu-lhe:
- Gostas que te vejam com repugnância, ou medo no olhar?
A serpente, tal como o pássaro, retorquiu-lhe:
- Gostas que te vejam com repugnância, ou medo no olhar?
Carolina aproximou-se do rio que corria, tranquilamente, e continuou com as suas questões.
Desta vez a um peixe dourado.
- Teu sonho, sempre, foi nadar?
O peixe ficou surpreendido com a questão.
- Há algo para além do rio e do mar?
Desta vez a um peixe dourado.
- Teu sonho, sempre, foi nadar?
O peixe ficou surpreendido com a questão.
- Há algo para além do rio e do mar?
- E tu, árvore, não gostarias de soltar as raízes e passear?
A árvore (com uma gargalhada bem disposta) nem hesitou: Na minha sombra deitam-se poetas e sonhadores. Fazem planos namorados. Nos meus ramos, fazem ninho e chilreiam pássaros.
As crianças, tal como tu, procuram-me, ora, para brincar com as minhas folhas; Ora, para lanchar junto a mim.
Pergunta à tua mãe se ainda se lembra das vezes que subiu para as minhas cavalitas. E do baloiço preso em meus braços... lembrar-se-á?
A árvore (com uma gargalhada bem disposta) nem hesitou: Na minha sombra deitam-se poetas e sonhadores. Fazem planos namorados. Nos meus ramos, fazem ninho e chilreiam pássaros.
As crianças, tal como tu, procuram-me, ora, para brincar com as minhas folhas; Ora, para lanchar junto a mim.
Pergunta à tua mãe se ainda se lembra das vezes que subiu para as minhas cavalitas. E do baloiço preso em meus braços... lembrar-se-á?
II
E assim...
Carolina, espreguiçando-se, foi despertando do seu belo sonho.
Melancolicamente, respondeu para si mesma: tens razão, esqueci-me, fiz uma pergunta bem tonta. - Posso visitar-te, brincar e ler, de novo, junto a ti?
- Claro! (ouviu a voz da árvore intrinsecamente) Estarei sempre cá, para te receber. Não te esqueças de trazer a família e os amigos!
- Até breve pássaro!
- Lamento serpente, continuarei com medo de ti. Porém, não te preocupes, continuarei a lutar para que te protejam. Peixe, és lindo!
Árvore, gosto tanto da tua sombra!
- Lamento serpente, continuarei com medo de ti. Porém, não te preocupes, continuarei a lutar para que te protejam. Peixe, és lindo!
Árvore, gosto tanto da tua sombra!
III
Tomou um banho relaxante e, nesse mesmo instante, decidiu que quando crescesse seria veterinária... ou quereria ser outra coisa?
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
RETALHOS
Pedro e Inês conheceram-se na escola, e não mais se largaram. Onde estava um, logo se via o outro.
Pedro, era filho, único, de um casal abastado de Trás-Os-Montes, que viera para o Porto estudar.
Inês, era filha do campo. A tez, trigueira, não enganava a suas origens.
Crescia em sabedoria, alegre e bem educada.
Os pais eram camponeses, humildes e trabalhadores, de Penafiel.
Laboravam com afinco, para que a filha pudesse ter uma boa educação. Começavam a trabalhar mal o sol despontava, e só se iam embora do campo depois do sol se pôr.
Os patrões, um juiz desembargador e a esposa, viviam no Porto e passavam os fins de semana em Penafiel.
Quando, ali, chegavam, a casa estava sempre limpa, fresca e arejada. Flores frescas na jarra e fruta acabada de apanhar por Inês.
Observavam os vastos terrenos, e reconheciam o esforço do casal e a cortesia da miúda, como lhe chamavam. Foi num desses dias, enquanto conversavam que decidiram que era hora de os ajudar!
Iriam levar Inês para o Porto, para que pudesse estudar.
Os seus pais não poderiam ter ficado mais felizes. Deus, tinha atendido as suas preces!
- A nossa filha, vai ser uma senhora! (dizia o pai).
Pedro e Inês andavam sempre juntos.
Ora aos segredinhos, ora com risadinhas... por vezes davam as mãos, outras vezes corriam e abraçavam-se. Faziam-no com, tanta, naturalidade e nem se apercebiam.
Ninguém duvidava do amor que os unia.
O brilho no olhar não escondia o sentimento que lhes ia na alma.
Foi num desses dias, depois das aulas, enquanto falavam distraidamente que a Mariazinha (uma idosa simpáticas) os interpelou:
- Para quando o casório?
- Casório? (espantou-se o Pedro) - não fui convidado! Quem é que vai casar?
- Vocês, claro! - Ora, agora, não me digam que não pensam nisso?!
(Pedro ficou embasbacado)... - Casar, eu?! Oh, Mariazinha, não diga disparates! - Eu nunca vou casar!
(claro está, o Pedro nem raciocinou).
Inês, ao escutar Pedro, desatou a correr e só parou à porta de minha casa.
Recordo, como se fosse hoje!
Abri a porta depois de ouvir alguém chamar-me. Inês chorava copiosamente.
Ao vê-la, assim, estendi-lhe os braços e perguntei-lhe se o mundo iria acabar. Só poderia ser isso (pensei, eu) afinal, Inês sempre fora o reflexo da felicidade!
Ela dirigiu-se ao quarto do meu filho, mais velho, uma criança naquela altura, e deitou-se. Dormiu durante horas.
Os meus filhos ficaram confusos por a verem naquele estado. Estavam habituados, apenas, às suas brincadeiras. Expliquei-lhe que a Inês estava doente e que se eles não fizessem barulho a dor lhe passaria mais depressa. Vejo os dois, como se fosse hoje, sentados no chão a contemplá-la.
Passados uns minutos, saíram pé ante pé. Nesse dia não fizeram qualquer ruído e dormiram juntos.
Durante a noite, eu e o meu marido, fomos diversas vezes ao quarto só para escutar a respiração de Inês.
No dia seguinte, próximo da hora do almoço, Inês veio ter connosco à cozinha.
Tive que a convencer a comer alguma coisa.
Deu uma, pequena, dentada numa maçã e começou a desabafar que o Pedro nunca gostara dela e que não sabia como seria a sua vida sem ele.
Contou a conversa com a Mariazinha e o que Pedro respondera.
Escutei-a, sem qualquer interrupção... e ela lá continuou... dizendo que o Pedro era um menino rico, e ela, (palavras de Inês) - "sou apenas a filha de camponeses"!
- Não! (disse-lhe eu) - Tu és a Inês! - Os teus pais, são pessoas de bem, trabalhadores, de quem te deves orgulhar! - Se estudas é graças ao esforço dos teus pais! - Se o Pedro gostar de ti, e não duvido disso, explicar-te-á o que se passou. - Tu fugiste... simplesmente...
Inês voltou a chorar e soluçava baixinho, para que não a ouvíssemos.
O meu marido foi abrir a porta, a alguém.
Quando me virei para ver quem seria, vi a cara de Pedro. Parecia que alguém tinha morrido. Um rosto e um olhar sofrido...
- Inês (disse, Pedro, receoso) - estás bem? - peço desculpa se te magoei, gosto muito de ti, sabes disso, não sabes?! - sabes que gosto, apenas, de ti. Que é contigo que quero passar todos os meus dias.
- Fiquei paralisado quando fugiste, e imaginei que tinhas ficado ofendida com as palavras da Mariazinha.
Não dormi toda a noite. De manhã não te vi na escola e fiquei aflito.
Podes não gostar de mim, do mesmo modo que eu gosto de ti, mas não suporto ver-te distante.
Pedro ia dizer-lhe que poderiam ser amigos, se fosse esse o seu desejo. Todavia, não teve oportunidade para o fazer.
Inês abraçou-se a ele e choraram e riram e voltaram a chorar os dois
Passaram-se sessenta anos...
Pedro e Inês viajaram e conheceram mais de metade do mundo.
Amanhã serão as suas bodas de ouro.
O neto mais velho levará as alianças. Dizem que provavelmente voltarão a viajar... quem sabe, Las Vegas?!
Viva a ternura, a cumplicidade e o amor!
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