Era uma vez...
A rainha Titi tinha duas filhas.
Isíris, a princesa primogénita, e Mary, a benjamim da família real.
As princesas eram o oposto uma da outra.
Isíris, tinha os cabelos dourados, e irradiava o sol.
Mary, de cabelos escuros, fazia lembrar o luar.
Qual das duas a mais bela!?
Isíris, era delicada e gostava de literatura.
Passava longas horas na biblioteca, do castelo, a ler e a sonhar com príncipes e cavaleiros.
Mary, era aventureira!
Partia, ainda o sol não havia nascido, com o seu cavalo alado, por entre montes e vales.
Ia sempre com um, grande, sorriso. Poder-se-ia dizer que o sorriso lhe preenchia, e iluminava, o rosto todo.
Chegava ao castelo já tardiamente. Com ela, vinha sempre a lua.
Já não eram só rumores, havia quem afirmasse que Mary era filha da noite!
O luar era o seu, fiel, companheiro.
Isíris recitava poemas, e os reis escutavam-na maravilhados!
Mary colhia frutos silvestres, e com eles eram confecionados doces de compota. A rainha fazia questão de os preparar sozinha.
As aias, ficavam apreensivas... olhavam umas para as outras, sem saber o que fazer, ou dizer.
A rainha, Titi, sossegava-as; e lá lhes explicava, uma, e outra, vez, que os frutos que eram colhidos pela princesa só poderiam ser preparados pelas suas mãos.
- "Amor com amor se paga!" - dizia a rainha.
O reino era governado com amor.
Os reis preocupavam-se em transmitir os seus valores às filhas.
Todos os verões, a família real ia visitar, pessoalmente, o seu povo. A carruagem que os transportava ia repleta de bens e medicamentos para doar a quem deles necessitasse.
As princesas adoravam as viagens que faziam por todo o território real. Nas visitas que faziam percebia-se que, afinal, elas não eram, assim, tão diferentes. As duas adoravam brincar com os súbditos e era vê-las correr pelos campos. Quais lebres!
No regresso ao castelo, os reis e as princesas vinham com a carruagem a transbordar de afetos e o coração a rebentar de amor!
Obrigada, Clotilde, Íris e Sara, pelo coelho anão que nos ofereceram.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
MEUS PAIS... MEUS PRIMEIROS AMORES!
A primeira foto, ainda solteiros.
Mais de cinquenta anos juntos.
Estiveram separados, fisicamente, três anos.
A saudade falou mais alto!
Agora, de novo juntos no céu.
Pai, dá um beijinho e um grande, grande, chi-coração à mãe.
Amar-vos-ei sempre e para todo sempre!
Mais de cinquenta anos juntos.
Estiveram separados, fisicamente, três anos.
A saudade falou mais alto!
Agora, de novo juntos no céu.
Pai, dá um beijinho e um grande, grande, chi-coração à mãe.
Amar-vos-ei sempre e para todo sempre!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
HÁ TESTES... E TESTES
Há muitos,
muitos anos…
Durante o
reinado de Dom Afonso Henriques, se não me falha a memória, havia uma linda
princesa chamada July.
A princesa July era meiga e muito
inteligente.
Gostava imenso de cantar e a
todos encantava, por ser como era. Não eram raras as vezes que os súbditos se
distraíam ou se descuidavam dos seus labores para a ouvirem.
- Que bela voz! (diziam uns).
- Que graciosidade! (diziam outros). - É tão inteligente!
Contudo,
ninguém se tinha apercebido, ainda, que a princesa andava preocupada e muito
cabisbaixa!
Se analisarmos bem: como é que
alguém poderia suspeitar que a princesa July poderia andar com “minhoquinhas na
cabeça” só porque ia fazer um exame, nacional, de geografia.
- Geografia?!
(Perguntam vocês).
- Sim,
geografia! - Então não sabem que as princesas têm que conhecer todo o
território pertencente ao seu reino?!
- Bem, mas
vamos lá continuar a história…
- Tal como eu disse, ninguém imaginaria que a
princesa July pudesse ter alguma preocupação, muito menos com os estudos...
Afinal, ela foi sempre uma aluna brilhante.
Espantem-se!
Uma educação tão esmerada, ninguém diria que junto dos seus pais, os reis, e
quando mais ninguém estava presente, a princesinha chegava a ser insuportável e
às vezes respondia-lhes torto… Claro que contado, não dá para acreditar! Só
quem tivesse vivenciado essas tristes situações é que acreditaria… ou não!
Os dias iam
passando e a princesinha ia ficando mais infeliz. Já não dormia devidamente. O
exame, aquele monstro, apelidava-o ela, não lhe saía do pensamento.
A rainha
chorava e sofria imenso por ver a filha naquele estado, e dizia-lhe que o exame
lhe iria correr bem, que não precisava de ficar naquele estado. Contudo, tudo o
que falasse para acalmar o coração da filha de nada valia; a rainha, por vezes,
punha em causa se seria uma boa mãe...
Os Nobres mais
chegados e as aias, com quem desabafava, diziam-lhe, que tivesse paciência, que
era uma mãe maravilhosa e que a filha iria ficar bem em pouco tempo.
Uma das aias
chegou, mesmo, a dizer à rainha: Se me permitis, Vossa Alteza, tenho a
dizer-vos que deveis levar a Vossa Filha a passear para se distrair, para ver
se esta ansiedade lhe passa, ela só precisa de esquecer um pouco os estudos!
(Muito inteligente esta aia, para aquele tempo, tenho cá para mim que ela
estaria a ter aulas com a princesa July).
- Eu sei, aia,
eu e o rei temos falado imenso sobre tudo isso e já tínhamos decidido que a
iríamos levar a passear por prados verdejantes, por veredas e por outros locais
que tais.
- Imagina só,
o que ela nos respondeu: - o que eu quero, mesmo, é participar no Sarau dos
Pequenos Cantores de São Mamede.
- Diz-me aia,
onde é que eu vou desencantar os Pequenos Cantores de São Mamede, se a batalha
já se deu!
FIM
terça-feira, 28 de outubro de 2014
GONÇALO
Filho!
Como é maravilhoso ver-te crescer!
Quantas saudades de quando eras bebé!
Como é maravilhoso ver-te sorrir!
Quantas saudades de quando sorrias "para os anjinhos".
Como é tão bom ver-te caminhar...
e quantas saudades de te aconchegar no meu regaço!
Como é maravilhoso ver-te crescer!
Quantas saudades de quando eras bebé!
Como é maravilhoso ver-te sorrir!
Quantas saudades de quando sorrias "para os anjinhos".
Como é tão bom ver-te caminhar...
e quantas saudades de te aconchegar no meu regaço!
Parabéns meu querido filho, pelos teus doze anos!
Que Deus te acompanhe sempre e que sejas feliz até o infinito!
Que Deus te acompanhe sempre e que sejas feliz até o infinito!
Amo-te!
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
CHINESICES?
Não é que seja curiosa... mas que gosto de saber, gosto!!!
Em frente à minha casa há uma horta comunitária.
Sempre que saio ou entro em casa gosto de a admirar e não são raras as vezes que fico "algum tempo" parada a observar.
Há sempre alguém a cuidar do seu espaço, e alguns bem arranjadinhos. Há vegetais e flores, lindo!
Um dos espaços pertence a um senhor chinês, que vive na minha rua, e todos os dias de manhã quando saio para trabalhar vejo-o a cuidar do seu cantinho e a colher os seus vegetais.
Já me tinha questionado, por diversas vezes, que legumes seriam aqueles!? Também perguntei ao meu, querido, marido.
Poderia ter pesquisado na Internet, dizem vocês, e certamente ficaria a saber... é verdade!
Contudo, o que fiz hoje, quando ia a caminho do comboio, foi o seguinte:
Vi o senhor, chinês, a sair, calmamente, da sua horta com uma braçada de legumes; abrandei ligeiramente o passo e não é que "sem querer" me cruzei com ele.
Desejei-lhe bom dia, faz parte da boa educação. O senhor sorriu e eu perguntei-lhe que vegetais eram aqueles.
Eu sei, vocês estão a pensar: que atrevida!
Mas, não, atrevida não, eu até sou bem tímida, ...mas que queria saber, queria...
Sabem o que o senhor fez, sabem???
- Dividiu os vegetais, entregou-me metade, para as mãos, e disse que eram couves chinesas. Eu agradeci, envergonhada, e disse-lhe que só gostaria de saber o que era.
O senhor, respondeu: não entendo português, é para a sopa, muito bom, é seu!
Eu: não quero, obrigada! - só gostaria de saber que vegetais são!
O senhor: é seu! - eu não entendo português, daqui a um mês, outra vês, leva daqueles. (uns que estão a crescer em altura.)
Eu: Muito obrigada! (despedi-me.)
Voltei para trás e posei as couves chinesas em casa. - Logo, há sopa de couve chinesa.
... ainda cheguei a tempo ao trabalho, se querem saber, bem na horinha...
- CHINESICES? - NÃO! - SIMPATIQUICES!!!
Em frente à minha casa há uma horta comunitária.
Sempre que saio ou entro em casa gosto de a admirar e não são raras as vezes que fico "algum tempo" parada a observar.
Há sempre alguém a cuidar do seu espaço, e alguns bem arranjadinhos. Há vegetais e flores, lindo!
Um dos espaços pertence a um senhor chinês, que vive na minha rua, e todos os dias de manhã quando saio para trabalhar vejo-o a cuidar do seu cantinho e a colher os seus vegetais.
Já me tinha questionado, por diversas vezes, que legumes seriam aqueles!? Também perguntei ao meu, querido, marido.
Poderia ter pesquisado na Internet, dizem vocês, e certamente ficaria a saber... é verdade!
Contudo, o que fiz hoje, quando ia a caminho do comboio, foi o seguinte:
Vi o senhor, chinês, a sair, calmamente, da sua horta com uma braçada de legumes; abrandei ligeiramente o passo e não é que "sem querer" me cruzei com ele.
Desejei-lhe bom dia, faz parte da boa educação. O senhor sorriu e eu perguntei-lhe que vegetais eram aqueles.
Eu sei, vocês estão a pensar: que atrevida!
Mas, não, atrevida não, eu até sou bem tímida, ...mas que queria saber, queria...
Sabem o que o senhor fez, sabem???
- Dividiu os vegetais, entregou-me metade, para as mãos, e disse que eram couves chinesas. Eu agradeci, envergonhada, e disse-lhe que só gostaria de saber o que era.
O senhor, respondeu: não entendo português, é para a sopa, muito bom, é seu!
Eu: não quero, obrigada! - só gostaria de saber que vegetais são!
O senhor: é seu! - eu não entendo português, daqui a um mês, outra vês, leva daqueles. (uns que estão a crescer em altura.)
Eu: Muito obrigada! (despedi-me.)
Voltei para trás e posei as couves chinesas em casa. - Logo, há sopa de couve chinesa.
... ainda cheguei a tempo ao trabalho, se querem saber, bem na horinha...
- CHINESICES? - NÃO! - SIMPATIQUICES!!!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Filhinho mais novo e o mar
Só quando souberes a quantidade de estrelas que há no mar saberás o tamanho do meu amor!
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