Pensei dar-te o sol, para que nunca sentisses frio!
Quando me preparava para o ir buscar, lembrei-me: "O sol quando nasce é para todos!"
Depois lembrei-me de ir buscar as estrelas, para que te guiassem nas noites escuras!
Porém, logo, desisti da ideia!
Se as trouxesse, como seria a vida dos outros... sem a sua estrelinha no céu?
Mais tarde, decidi dar-te o mar, para que o pudesses contemplar sempre que desejasses!
Uma vez mais, tive que desistir da ideia.
Que seria das nossas gentes do mar.
Perderíamos a nossa História?!
Ponderei bastante, desejava dar-te algo de valioso neste teu aniversário.
Afinal, fazes treze anos! Treze!
E foi aqui, neste instante, ao lembrar-me deste treze que chegaram, que me recordei... já recebeste o maior presente que te poderíamos dar: O meu coração!
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Um jovem, oficial, sentia-se doente.
Não conseguia comer, nem raciocinar bem. A cabeça andava sempre na lua.
Se lhe perguntassem, ele responderia que o coração queria fugir do seu corpo, pela forma como saltava.
- O que se passa comigo? (questionava-se).
Uns dias mais tarde, voltou a vê-la do outro lado do passeio. Nesse instante ficou com a respiração suspensa.
Queria chamá-la, correr, ir ter com aquela, bela, jovem. Todavia, não sabia o que lhe dizer e não ousava aproximar-se por temer a rejeição.
De cabeça baixa, foi para o quartel.
Deixou de ser o jovem, oficial, decidido e altivo que sempre fora!
Mal terminava o serviço ia para casa. Deixou de conviver com os camaradas.
Todos o achavam taciturno.
Logo ele, que sempre fora alegre e que todos os dias era o primeiro a chegar à formatura com o seu pelotão.
Não era à toa que os seus instruendos eram sempre os melhores do curso. Sempre os primeiros a iniciar a instrução e os últimos a terminar qualquer treino.
Decidiu tirar uns dias de férias e foi para casa dos pais.
A mãe quando o olhou percebeu que algo não estava bem. Estendeu-lhe os braços e envolveu-o no regaço. O seu filhinho estava doente! (percebeu). Achou-o demasiado magro.
- Mãe estou, um pouco, cansado. - Perdoa-me, tenho que me deitar um pouco e depois conversamos (disse).
- Vai lá, meu querido. Descansa!
Enquanto o filho dormia, a mãe foi a casa da, nova, vizinha.Uma, jovem, médica que estava a estagiar no hospital da Guarda.
-Bastante jovem! (dizia sempre ao seu marido) - Estará preparada para atender a população? - Desconfio muito destes jovens de hoje em dia!
Contudo, naquele dia, o seu menino tinha que ser visto... e não ia esperar que ele se decidisse a procurar ajuda.
A médica ficou um pouco renitente em vê-lo, afinal, era estagiária. Ainda não tinha concluído o curso.
Perante a persistência da vizinha, que não desarmava, decidiu acompanhá-la. Ao mesmo tempo que lhe dizia: a senhora tinha-me dito que o seu filho era militar, agora sei a quem ele saiu!
- Se eu me recusasse a ir vê-lo não me largava a porta, largava?!
Nem tempo houve para qualquer resposta, porque, viram alguém cair na rua e ouviram um gemido agonizante.
O, jovem, oficial tinha-se levantado da cama.
Como não vira a mãe, em casa, decidiu procurá-la. Foi nesse instante, quando abriu a porta da rua, que a viu. Era ela, a moça, com quem sonhava há tanto tempo!
Correram em seu auxílio e de imediato levaram-no para o hospital.
Quando acordou, ela estava a seu lado a sorrir, e a perguntar-lhe como se sentia.
- Estarei a sonhar?! (pensou alto).
A médica sorriu, uma vez mais! O sorriso bailava-lhe no olhar.
- Olá, Martim, como se sente?
- Muito melhor! (respondeu-lhe) - Agora estou bem melhor, senhora doutora, e o rosto que até então estava pálido, ruborizou-se.
- Podes tratar-me por Maria. - Amanhã já poderás ir para casa e eu vou visitar-te. Somos vizinhos e se quiseres seremos amigos.
Desde aí, não mais se largaram
.
O Martim regressou ao quartel.
A Maria terminou o estágio e foi colocada numa unidade de saúde próxima do quartel onde o Martim prestava serviço.
Meses depois casaram e tiveram dois filhos. Primeiramente, uma menina.
Andavam radiantes com a filha e a cegonha decidiu visitá-los, novamente, e tiveram um menino.
Como agradecimento pela dádiva dos filhos, e em homenagem ao amor que os unia, decidiram ajudar todas as crianças com necessidades e que por vezes estão tão próximas de todos nós.
Não conseguia comer, nem raciocinar bem. A cabeça andava sempre na lua.
Se lhe perguntassem, ele responderia que o coração queria fugir do seu corpo, pela forma como saltava.
- O que se passa comigo? (questionava-se).
Uns dias mais tarde, voltou a vê-la do outro lado do passeio. Nesse instante ficou com a respiração suspensa.
Queria chamá-la, correr, ir ter com aquela, bela, jovem. Todavia, não sabia o que lhe dizer e não ousava aproximar-se por temer a rejeição.
De cabeça baixa, foi para o quartel.
Deixou de ser o jovem, oficial, decidido e altivo que sempre fora!
Mal terminava o serviço ia para casa. Deixou de conviver com os camaradas.
Todos o achavam taciturno.
Logo ele, que sempre fora alegre e que todos os dias era o primeiro a chegar à formatura com o seu pelotão.
Não era à toa que os seus instruendos eram sempre os melhores do curso. Sempre os primeiros a iniciar a instrução e os últimos a terminar qualquer treino.
Decidiu tirar uns dias de férias e foi para casa dos pais.
A mãe quando o olhou percebeu que algo não estava bem. Estendeu-lhe os braços e envolveu-o no regaço. O seu filhinho estava doente! (percebeu). Achou-o demasiado magro.
- Mãe estou, um pouco, cansado. - Perdoa-me, tenho que me deitar um pouco e depois conversamos (disse).
- Vai lá, meu querido. Descansa!
Enquanto o filho dormia, a mãe foi a casa da, nova, vizinha.Uma, jovem, médica que estava a estagiar no hospital da Guarda.
-Bastante jovem! (dizia sempre ao seu marido) - Estará preparada para atender a população? - Desconfio muito destes jovens de hoje em dia!
Contudo, naquele dia, o seu menino tinha que ser visto... e não ia esperar que ele se decidisse a procurar ajuda.
A médica ficou um pouco renitente em vê-lo, afinal, era estagiária. Ainda não tinha concluído o curso.
Perante a persistência da vizinha, que não desarmava, decidiu acompanhá-la. Ao mesmo tempo que lhe dizia: a senhora tinha-me dito que o seu filho era militar, agora sei a quem ele saiu!
- Se eu me recusasse a ir vê-lo não me largava a porta, largava?!
Nem tempo houve para qualquer resposta, porque, viram alguém cair na rua e ouviram um gemido agonizante.
O, jovem, oficial tinha-se levantado da cama.
Como não vira a mãe, em casa, decidiu procurá-la. Foi nesse instante, quando abriu a porta da rua, que a viu. Era ela, a moça, com quem sonhava há tanto tempo!
Correram em seu auxílio e de imediato levaram-no para o hospital.
Quando acordou, ela estava a seu lado a sorrir, e a perguntar-lhe como se sentia.
- Estarei a sonhar?! (pensou alto).
A médica sorriu, uma vez mais! O sorriso bailava-lhe no olhar.
- Olá, Martim, como se sente?
- Muito melhor! (respondeu-lhe) - Agora estou bem melhor, senhora doutora, e o rosto que até então estava pálido, ruborizou-se.
- Podes tratar-me por Maria. - Amanhã já poderás ir para casa e eu vou visitar-te. Somos vizinhos e se quiseres seremos amigos.
Desde aí, não mais se largaram
.
O Martim regressou ao quartel.
A Maria terminou o estágio e foi colocada numa unidade de saúde próxima do quartel onde o Martim prestava serviço.
Meses depois casaram e tiveram dois filhos. Primeiramente, uma menina.
Andavam radiantes com a filha e a cegonha decidiu visitá-los, novamente, e tiveram um menino.
Como agradecimento pela dádiva dos filhos, e em homenagem ao amor que os unia, decidiram ajudar todas as crianças com necessidades e que por vezes estão tão próximas de todos nós.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
O CASTELO DA BONDADE
Era uma vez...
A rainha Titi tinha duas filhas.
Isíris, a princesa primogénita, e Mary, a benjamim da família real.
As princesas eram o oposto uma da outra.
Isíris, tinha os cabelos dourados, e irradiava o sol.
Mary, de cabelos escuros, fazia lembrar o luar.
Qual das duas a mais bela!?
Isíris, era delicada e gostava de literatura.
Passava longas horas na biblioteca, do castelo, a ler e a sonhar com príncipes e cavaleiros.
Mary, era aventureira!
Partia, ainda o sol não havia nascido, com o seu cavalo alado, por entre montes e vales.
Ia sempre com um, grande, sorriso. Poder-se-ia dizer que o sorriso lhe preenchia, e iluminava, o rosto todo.
Chegava ao castelo já tardiamente. Com ela, vinha sempre a lua.
Já não eram só rumores, havia quem afirmasse que Mary era filha da noite!
O luar era o seu, fiel, companheiro.
Isíris recitava poemas, e os reis escutavam-na maravilhados!
Mary colhia frutos silvestres, e com eles eram confecionados doces de compota. A rainha fazia questão de os preparar sozinha.
As aias, ficavam apreensivas... olhavam umas para as outras, sem saber o que fazer, ou dizer.
A rainha, Titi, sossegava-as; e lá lhes explicava, uma, e outra, vez, que os frutos que eram colhidos pela princesa só poderiam ser preparados pelas suas mãos.
- "Amor com amor se paga!" - dizia a rainha.
O reino era governado com amor.
Os reis preocupavam-se em transmitir os seus valores às filhas.
Todos os verões, a família real ia visitar, pessoalmente, o seu povo. A carruagem que os transportava ia repleta de bens e medicamentos para doar a quem deles necessitasse.
As princesas adoravam as viagens que faziam por todo o território real. Nas visitas que faziam percebia-se que, afinal, elas não eram, assim, tão diferentes. As duas adoravam brincar com os súbditos e era vê-las correr pelos campos. Quais lebres!
No regresso ao castelo, os reis e as princesas vinham com a carruagem a transbordar de afetos e o coração a rebentar de amor!
Obrigada, Clotilde, Íris e Sara, pelo coelho anão que nos ofereceram.
A rainha Titi tinha duas filhas.
Isíris, a princesa primogénita, e Mary, a benjamim da família real.
As princesas eram o oposto uma da outra.
Isíris, tinha os cabelos dourados, e irradiava o sol.
Mary, de cabelos escuros, fazia lembrar o luar.
Qual das duas a mais bela!?
Isíris, era delicada e gostava de literatura.
Passava longas horas na biblioteca, do castelo, a ler e a sonhar com príncipes e cavaleiros.
Mary, era aventureira!
Partia, ainda o sol não havia nascido, com o seu cavalo alado, por entre montes e vales.
Ia sempre com um, grande, sorriso. Poder-se-ia dizer que o sorriso lhe preenchia, e iluminava, o rosto todo.
Chegava ao castelo já tardiamente. Com ela, vinha sempre a lua.
Já não eram só rumores, havia quem afirmasse que Mary era filha da noite!
O luar era o seu, fiel, companheiro.
Isíris recitava poemas, e os reis escutavam-na maravilhados!
Mary colhia frutos silvestres, e com eles eram confecionados doces de compota. A rainha fazia questão de os preparar sozinha.
As aias, ficavam apreensivas... olhavam umas para as outras, sem saber o que fazer, ou dizer.
A rainha, Titi, sossegava-as; e lá lhes explicava, uma, e outra, vez, que os frutos que eram colhidos pela princesa só poderiam ser preparados pelas suas mãos.
- "Amor com amor se paga!" - dizia a rainha.
O reino era governado com amor.
Os reis preocupavam-se em transmitir os seus valores às filhas.
Todos os verões, a família real ia visitar, pessoalmente, o seu povo. A carruagem que os transportava ia repleta de bens e medicamentos para doar a quem deles necessitasse.
As princesas adoravam as viagens que faziam por todo o território real. Nas visitas que faziam percebia-se que, afinal, elas não eram, assim, tão diferentes. As duas adoravam brincar com os súbditos e era vê-las correr pelos campos. Quais lebres!
No regresso ao castelo, os reis e as princesas vinham com a carruagem a transbordar de afetos e o coração a rebentar de amor!
Obrigada, Clotilde, Íris e Sara, pelo coelho anão que nos ofereceram.
terça-feira, 30 de junho de 2015
MEUS PAIS... MEUS PRIMEIROS AMORES!
A primeira foto, ainda solteiros.
Mais de cinquenta anos juntos.
Estiveram separados, fisicamente, três anos.
A saudade falou mais alto!
Agora, de novo juntos no céu.
Pai, dá um beijinho e um grande, grande, chi-coração à mãe.
Amar-vos-ei sempre e para todo sempre!
Mais de cinquenta anos juntos.
Estiveram separados, fisicamente, três anos.
A saudade falou mais alto!
Agora, de novo juntos no céu.
Pai, dá um beijinho e um grande, grande, chi-coração à mãe.
Amar-vos-ei sempre e para todo sempre!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
HÁ TESTES... E TESTES
Há muitos,
muitos anos…
Durante o
reinado de Dom Afonso Henriques, se não me falha a memória, havia uma linda
princesa chamada July.
A princesa July era meiga e muito
inteligente.
Gostava imenso de cantar e a
todos encantava, por ser como era. Não eram raras as vezes que os súbditos se
distraíam ou se descuidavam dos seus labores para a ouvirem.
- Que bela voz! (diziam uns).
- Que graciosidade! (diziam outros). - É tão inteligente!
Contudo,
ninguém se tinha apercebido, ainda, que a princesa andava preocupada e muito
cabisbaixa!
Se analisarmos bem: como é que
alguém poderia suspeitar que a princesa July poderia andar com “minhoquinhas na
cabeça” só porque ia fazer um exame, nacional, de geografia.
- Geografia?!
(Perguntam vocês).
- Sim,
geografia! - Então não sabem que as princesas têm que conhecer todo o
território pertencente ao seu reino?!
- Bem, mas
vamos lá continuar a história…
- Tal como eu disse, ninguém imaginaria que a
princesa July pudesse ter alguma preocupação, muito menos com os estudos...
Afinal, ela foi sempre uma aluna brilhante.
Espantem-se!
Uma educação tão esmerada, ninguém diria que junto dos seus pais, os reis, e
quando mais ninguém estava presente, a princesinha chegava a ser insuportável e
às vezes respondia-lhes torto… Claro que contado, não dá para acreditar! Só
quem tivesse vivenciado essas tristes situações é que acreditaria… ou não!
Os dias iam
passando e a princesinha ia ficando mais infeliz. Já não dormia devidamente. O
exame, aquele monstro, apelidava-o ela, não lhe saía do pensamento.
A rainha
chorava e sofria imenso por ver a filha naquele estado, e dizia-lhe que o exame
lhe iria correr bem, que não precisava de ficar naquele estado. Contudo, tudo o
que falasse para acalmar o coração da filha de nada valia; a rainha, por vezes,
punha em causa se seria uma boa mãe...
Os Nobres mais
chegados e as aias, com quem desabafava, diziam-lhe, que tivesse paciência, que
era uma mãe maravilhosa e que a filha iria ficar bem em pouco tempo.
Uma das aias
chegou, mesmo, a dizer à rainha: Se me permitis, Vossa Alteza, tenho a
dizer-vos que deveis levar a Vossa Filha a passear para se distrair, para ver
se esta ansiedade lhe passa, ela só precisa de esquecer um pouco os estudos!
(Muito inteligente esta aia, para aquele tempo, tenho cá para mim que ela
estaria a ter aulas com a princesa July).
- Eu sei, aia,
eu e o rei temos falado imenso sobre tudo isso e já tínhamos decidido que a
iríamos levar a passear por prados verdejantes, por veredas e por outros locais
que tais.
- Imagina só,
o que ela nos respondeu: - o que eu quero, mesmo, é participar no Sarau dos
Pequenos Cantores de São Mamede.
- Diz-me aia,
onde é que eu vou desencantar os Pequenos Cantores de São Mamede, se a batalha
já se deu!
FIM
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