terça-feira, 24 de novembro de 2015

HÁ UM LOCAL...

I

Há um local…
Ou vários…

Em Portugal…

Por esse mundo fora…

Onde vivem meninos e meninas, como tu, ou se quiseres, como nós!
Só há um pormenor que os distingue de ti, e de todos os meninos e meninas que conheces.
O local onde esses meninos e meninas vivem.

- Consegues imaginar onde viverão?
- Estarás a pensar, por ventura, num local mágico e colorido?!
- Posso garantir-te que, cor há muita! Há cor nos olhos desses meninos e meninas; cor de esperança!

Alguns desses meninos e meninas de que te falo não têm família e outros tiveram que ser retirados aos seus pais, ou mesmo avós, por sofrerem de violência doméstica.
- Já ouviste falar de violência doméstica? Não?!
- Ufa… ainda bem! És um sortudo! (não te esqueças de perguntar a um adulto, para compreenderes o seu significado).

São meninos com sonhos, como qualquer outra criança!

Há meninos que gostam de jogar futebol ou andar de bicicleta. Meninos que gostam de brincar com carrinhos. Há aqueles meninos que gostam de fazer as três coisas!
– E os meninos que querem praticar artes marciais, ou montar a cavalo? Também, os há!

As meninas… Ah!… As meninas!
- Essas! São umas sonhadoras! (Se é que lhes é permitido sonhar, sem que lhes caia uma lágrima).
Sonham (como só as meninas sabem sonhar) que caminham de mãos dadas com os pais, como todas as meninas que veem na escola; que recebem um, enoooorme, sorriso e um chi-coração, bem apertado, quando as levam para casa no final do dia.
Essas meninas gostam de bonecas, de maquilhagem, de fitas, laços e laçarotes. Algumas querem ser bailarinas. Outras desejam uma tiara, simplesmente, para se sentirem princesas ou rainhas no seu castelo encantado.

Esses meninos e meninas têm, apenas, uma televisão na sala. Local onde estão também os poucos livros que existem para ler e viajar.
- Sabias que esses meninos e meninas viajam imenso?
Pois, claro, imaginas que sim! Afinal, nas tuas férias costumas viajar e visitar familiares (como é que eu não tinha pensado nisso)? Bah! Parvoíce minha!

Regressemos ao que te estava a contar!
 Esses meninos e meninas fazem viagens fantásticas!
- Acredito piamente, nisso! (pois eu, própria, faço viagens intergaláticas sem sair do meu lugar).
- Grandes sonhadores esses meninos e meninas. Conhecem todo mundo, sem nunca terem saído do mesmo local.
Lembrei-me de uma pergunta: gostas de jogos eletrónicos?
– A maioria desses meninos nunca viu um jogo desses. Inacreditável, não te parece?

- Espera… não tires, já, conclusões precipitadas! Não julgues que esses meninos e meninas não são felizes ou que são uns desgraçadinhos de quem deveremos ter pena… e ficarmos por aí mesmo!
Esses meninos e meninas são muito inteligentes e felizes à sua maneira (se é que há uma maneira para se ser feliz) … Têm sonhos e desejos como tu. A única diferença é que eles esperam por alguém que os vá visitar e que os ame.
- Tu tens quem te ame, e o diga todos os dias, não tens? Tens quem te conforte e te dê presentes. Estarei enganada?!
- Não me enganei? Ainda bem, que não tenho que me preocupar contigo! (tenho mais em que pensar… ora, agora…)
- Alguns desses meninos e meninas andam contigo na escola. É até provável que já tenhas brincado, em algum instante, no parque com algum deles.
- Quando termina a escola e te despedes dos teus amigos e do teu professor, sabes que vais estar com os teus pais ou algum familiar próximo de ti.
- Esses meninos e meninas também vão para casa. Porém, vão para uma casa diferente da tua e da minha. Chamam-lhe Centro de Acolhimento Temporário ou CAT (como lhe queiras chamar).
- Temporário, dizem! Todavia, em muitas situações o sinónimo não se aplica, e esses meninos e meninas ficam lá indefinidamente a crescer e a sonhar.
A esperança espelhada no olhar à espera de serem amados. Enquanto esperam, sonham com aquele brinquedo novo que viram na televisão, ou nas mãos de alguma criança enquanto regressavam da escola para o CAT.

II

A vida ia correndo como todos os dias… (curioso, não é, imaginarmos a vida a correr).
Todavia, um dia uma família apareceu naquele CAT (demorei muito, já sei, só para chegar a este ponto) e mudou a rotina dos meninos e meninas que lá viviam.
O João, a Joana, a Maria e o Francisco.
- Consegues imaginar o que eles levaram?
- Não?
- Pois eu vou dizer-te: levaram risos e sorrisos, muitas e muitas gargalhadas (daquelas bem sonoras, que nos fazem chorar e até doer a barriga de tanto rir).
Uma linda e divertida família! (há quem julgue que o João é palhaço).
- Será? (tenho cá para mim que a sua profissão é outra). Ouvi dizer, por portas travessas, que é da GNR. Huuum… não sei não!
- No tempo dos meus avós, ou seria no tempo dos meus pais (terei assim tanta idade) ouvi falar que os GNR eram muito sisudos. Pelos vistos já não são assim!
Muito se ouve, não é que conheça algum: que são simpáticos e amigalhaços; que gostam de beijos, brincadeiras e abraços.
- Ora bem, desviei-me do que te estava a contar. Voltemos ao que interessa: O João, a Joana e os filhos levaram doze brinquedos novos para as doze crianças que viviam naquele CAT.
Quando se foram embora, saíram mais ricos e felizes do que antes de entrar (dizem eles).
- Eu ainda não vi nada! (é que dá trabalho e aborrecimento quando nos preocupamos com os outros). Ups! (espero que ninguém consiga ler o meu pensamento).

- Nesse, mesmo, dia depois de saírem do CAT decidiram criar uma Rede Informal de Amigos. A Missão RIA! A eles juntou-se o Rião; o peluche da Maria e do Francisco, que se tornou a mascote da Missão.


- E tu, já pensaste em dar um presente, que tenhas arrumado em casa e com o qual já não brinques, a alguma criança que se encontre num CAT? Estás sempre a tempo de fazer sorrir um menino ou menina com o teu gesto!

(os nomes apresentados não são os reais).

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

RETALHOS

Pedro e Inês conheceram-se na escola, e não mais se largaram. Onde estava um, logo se via o outro.

Pedro, era filho, único, de um casal abastado de Trás-Os-Montes, que viera para o Porto estudar. 

Inês, era filha do campo. A tez, trigueira, não enganava a suas origens. 
Crescia em sabedoria, alegre e bem educada. 
Os pais eram camponeses, humildes e trabalhadores, de Penafiel. 
Laboravam com afinco, para que a filha pudesse ter uma boa educação. Começavam a trabalhar mal o sol despontava, e só se iam embora do campo depois do sol se pôr. 

Os patrões, um juiz desembargador e a esposa, viviam no Porto e passavam os fins de semana em Penafiel.
Quando, ali, chegavam, a casa estava sempre limpa, fresca e arejada. Flores frescas na jarra e fruta acabada de apanhar por Inês. 
Observavam os vastos terrenos, e reconheciam o esforço do casal e a cortesia da miúda, como lhe chamavam. Foi num desses dias, enquanto conversavam que decidiram que era hora de os ajudar!

Iriam levar Inês para o Porto, para que pudesse estudar. 
Os seus pais não poderiam ter ficado mais felizes. Deus, tinha atendido as suas preces! 
- A nossa filha, vai ser uma senhora! (dizia o pai). 
  
Pedro e Inês andavam sempre juntos. 
Ora aos segredinhos,  ora com risadinhas... por vezes davam as mãos, outras vezes corriam e abraçavam-se. Faziam-no com, tanta, naturalidade e nem se apercebiam. 

Ninguém duvidava do amor que os unia. 
O brilho no olhar não escondia o sentimento que lhes ia na alma.  

Foi num desses dias, depois das aulas, enquanto falavam distraidamente que a Mariazinha (uma idosa simpáticas) os interpelou:
- Para quando o casório?
- Casório? (espantou-se o Pedro) - não fui convidado! Quem é que vai casar?
- Vocês, claro! - Ora, agora, não me digam que não pensam nisso?!
(Pedro ficou embasbacado)... - Casar, eu?! Oh, Mariazinha, não diga disparates! - Eu nunca vou casar! 
(claro está, o Pedro nem raciocinou).
Inês, ao escutar Pedro, desatou a correr e só parou à porta de minha casa.

Recordo, como se fosse hoje!

Abri a porta depois de ouvir alguém chamar-me. Inês chorava copiosamente. 
Ao vê-la, assim, estendi-lhe os braços e perguntei-lhe se o mundo iria acabar. Só poderia ser isso (pensei, eu) afinal, Inês sempre fora o reflexo da  felicidade!

Ela dirigiu-se ao quarto do meu filho, mais velho, uma criança naquela altura, e deitou-se. Dormiu durante horas.

Os meus filhos ficaram confusos por a verem naquele estado. Estavam habituados, apenas, às suas brincadeiras. Expliquei-lhe que a Inês estava doente e que se eles não fizessem barulho a dor lhe passaria mais depressa. Vejo os dois, como se fosse hoje, sentados no chão a contemplá-la. 

Passados uns minutos, saíram pé ante pé. Nesse dia não fizeram qualquer ruído e dormiram juntos. 

Durante a noite, eu e o meu marido, fomos diversas vezes ao quarto só para escutar a respiração de Inês. 

No dia seguinte, próximo da hora do almoço, Inês veio ter connosco à cozinha.
Tive que a convencer a comer alguma coisa.  
Deu uma, pequena, dentada numa maçã e começou a desabafar que o Pedro nunca gostara dela e que não sabia como seria a sua vida sem ele. 
Contou a conversa com a Mariazinha e o que Pedro respondera.

Escutei-a, sem qualquer interrupção... e ela lá continuou... dizendo que o Pedro era um menino rico, e ela, (palavras de Inês) - "sou apenas a filha de camponeses"!
   
- Não! (disse-lhe eu) - Tu és a Inês! - Os teus pais, são pessoas de bem, trabalhadores, de quem te deves orgulhar! - Se estudas é graças ao esforço dos teus pais! - Se o Pedro gostar de ti, e não duvido disso, explicar-te-á o que se passou. - Tu fugiste... simplesmente... 

Inês voltou a chorar e soluçava baixinho, para que não a ouvíssemos.

O meu marido foi abrir a porta, a alguém. 
Quando me virei para ver quem seria, vi a cara de Pedro. Parecia que alguém tinha morrido. Um rosto e um olhar sofrido...

- Inês (disse, Pedro, receoso) - estás bem? - peço desculpa se te magoei, gosto muito de ti, sabes disso, não sabes?! - sabes que gosto, apenas, de ti. Que é contigo que quero passar todos os meus dias. 
- Fiquei paralisado quando fugiste, e imaginei que tinhas ficado ofendida com as palavras da Mariazinha. 
Não dormi toda a noite. De manhã não te vi na escola e fiquei aflito.
Podes não gostar de mim, do mesmo modo que eu gosto de ti, mas não suporto ver-te distante.

Pedro ia dizer-lhe que poderiam ser amigos, se fosse esse o seu desejo. Todavia, não teve oportunidade para o fazer. 

Inês abraçou-se a ele e choraram e riram e voltaram a chorar os dois


Passaram-se sessenta anos...
Pedro e Inês viajaram e conheceram mais de metade do mundo. 
Amanhã serão as suas bodas de ouro. 
O neto mais velho levará as alianças. Dizem que provavelmente voltarão a viajar... quem sabe, Las Vegas?!

Viva a ternura, a cumplicidade e o amor!























quarta-feira, 28 de outubro de 2015

13 ANOS

Pensei dar-te o sol, para que nunca sentisses frio!
Quando me preparava para o ir buscar, lembrei-me: "O sol quando nasce é para todos!"

Depois lembrei-me de ir buscar as estrelas, para que te guiassem nas noites escuras!
Porém, logo, desisti da ideia!
Se as trouxesse, como seria a vida dos outros... sem a sua estrelinha no céu?

Mais tarde, decidi dar-te o mar, para que o pudesses contemplar sempre que desejasses!
Uma vez mais, tive que desistir da ideia.
Que seria das nossas gentes do mar.
 Perderíamos a nossa História?!

Ponderei bastante, desejava dar-te algo de valioso neste teu aniversário.
Afinal, fazes treze anos! Treze!
E foi aqui, neste instante, ao lembrar-me deste treze que chegaram, que me recordei... já recebeste o maior presente que te poderíamos dar: O meu coração!




 


domingo, 25 de outubro de 2015

Um jovem, oficial, sentia-se doente.

Não conseguia comer, nem raciocinar bem. A cabeça andava sempre na lua.
Se lhe perguntassem, ele responderia que o coração queria fugir do seu corpo, pela forma como saltava.

- O que se passa comigo? (questionava-se).

Uns dias mais tarde, voltou a vê-la do outro lado do passeio. Nesse instante ficou com a respiração suspensa.
Queria chamá-la, correr, ir ter com aquela, bela, jovem. Todavia, não sabia o que lhe dizer e não ousava aproximar-se por temer a rejeição.

De cabeça baixa, foi para o quartel.
Deixou de ser o jovem, oficial, decidido e altivo que sempre fora!

Mal terminava o serviço ia para casa. Deixou de conviver com os camaradas.
Todos o achavam taciturno.
Logo ele, que sempre fora alegre e que todos os dias era o primeiro a chegar à formatura com o seu pelotão.

Não era à toa que os seus instruendos eram sempre os melhores do curso. Sempre os primeiros a iniciar a instrução e os últimos a terminar qualquer treino.

Decidiu tirar uns dias de férias e foi para casa dos pais.
A mãe quando o olhou percebeu que algo não estava bem. Estendeu-lhe os braços e envolveu-o no regaço. O seu filhinho estava doente! (percebeu). Achou-o demasiado magro.

- Mãe estou, um pouco, cansado. - Perdoa-me, tenho que me deitar um pouco e depois conversamos (disse).
- Vai lá, meu querido. Descansa!

Enquanto o filho dormia, a mãe foi a casa da, nova, vizinha.Uma, jovem, médica que estava a estagiar no hospital da Guarda.

-Bastante jovem! (dizia sempre ao seu marido) - Estará preparada para atender a população? - Desconfio muito destes jovens de hoje em dia!
Contudo, naquele dia, o seu menino tinha que ser visto... e não ia esperar que ele se decidisse a procurar ajuda.

A médica ficou um pouco renitente em vê-lo, afinal, era estagiária. Ainda não tinha concluído o curso.
Perante a persistência da vizinha, que não desarmava, decidiu acompanhá-la. Ao mesmo tempo que lhe dizia: a senhora tinha-me dito que o seu filho era militar, agora sei a quem ele saiu!
- Se eu me recusasse a ir vê-lo não me largava a porta, largava?!

Nem tempo houve para qualquer resposta, porque, viram alguém cair na rua e ouviram um gemido agonizante.

O, jovem, oficial tinha-se levantado da cama.
Como não vira a mãe, em casa, decidiu procurá-la. Foi nesse instante, quando abriu a porta da rua, que a viu. Era ela, a moça, com quem sonhava há tanto tempo!

Correram em seu auxílio e de imediato levaram-no para o hospital.
Quando acordou, ela estava a seu lado a sorrir, e a perguntar-lhe como se sentia.
- Estarei a sonhar?! (pensou alto).
A médica sorriu, uma vez mais! O sorriso bailava-lhe no olhar.

- Olá, Martim, como se sente?
- Muito melhor! (respondeu-lhe) - Agora estou bem melhor, senhora doutora, e o rosto que até então estava pálido, ruborizou-se.
- Podes tratar-me por Maria. - Amanhã já poderás ir para casa e eu vou visitar-te. Somos vizinhos e se quiseres seremos amigos.

Desde aí, não mais se largaram
.
O Martim regressou ao quartel.
A Maria terminou o estágio e foi colocada numa unidade de saúde próxima do quartel onde o Martim prestava serviço.

Meses depois casaram e tiveram dois filhos. Primeiramente, uma menina.
Andavam radiantes com a filha e a cegonha decidiu visitá-los, novamente, e tiveram um menino.

Como agradecimento pela dádiva dos filhos, e em homenagem ao amor que os unia, decidiram ajudar todas as crianças com necessidades e que por vezes estão tão próximas de todos nós.
Pudera  eu...

Debruar as nuvens a pétalas de rosa!
Que a chuva caísse perfumada
e chegasse a toda a humanidade!

Pudera eu...

Que se rasgassem sorrisos em cada rosto!
Que o choro fosse apenas de riso!

Pudera eu...

Que a terra fosse um pentágono
e que em cada canto houvesse uma feliz surpresa!




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O CASTELO DA BONDADE

Era uma vez...

A rainha Titi tinha duas filhas.

Isíris, a princesa primogénita, e Mary, a benjamim da família real.

As princesas eram o oposto uma da outra.
Isíris, tinha os cabelos dourados, e irradiava o sol.
Mary, de cabelos escuros, fazia lembrar o luar.

Qual das duas a mais bela!?

Isíris, era delicada e gostava de literatura.
Passava longas horas na biblioteca, do castelo, a ler e a sonhar com príncipes e cavaleiros.

Mary, era aventureira!
Partia, ainda o sol não havia nascido, com o seu cavalo alado, por entre montes e vales.
Ia sempre com um, grande, sorriso. Poder-se-ia dizer que o sorriso lhe preenchia, e iluminava, o rosto todo.
Chegava ao castelo já tardiamente. Com ela, vinha sempre a lua.
Já não eram só rumores, havia quem afirmasse que Mary era filha da noite!
O luar era o seu, fiel, companheiro.

Isíris recitava poemas, e os reis escutavam-na maravilhados!

Mary colhia frutos silvestres, e com eles eram confecionados doces de compota. A rainha fazia questão de os preparar sozinha.

As aias, ficavam apreensivas... olhavam umas para as outras, sem saber o que fazer, ou dizer.
A rainha, Titi, sossegava-as; e lá lhes explicava, uma, e outra, vez, que os frutos que eram colhidos pela princesa só poderiam ser preparados pelas suas mãos.
- "Amor com amor se paga!" - dizia a rainha.

O reino era governado com amor.

Os reis preocupavam-se em transmitir os seus valores às filhas.
Todos os verões, a família real ia visitar, pessoalmente, o seu povo. A carruagem que os transportava ia repleta de bens e medicamentos para doar a quem deles necessitasse.

As princesas adoravam as viagens que faziam por todo o território real. Nas visitas que faziam percebia-se que, afinal, elas não eram, assim, tão diferentes. As duas adoravam brincar com os súbditos e era vê-las correr pelos campos. Quais lebres!

No regresso ao castelo, os reis e as princesas vinham com a carruagem a transbordar de afetos e o coração a rebentar de amor!


Obrigada, Clotilde, Íris e Sara, pelo coelho anão que nos ofereceram.


terça-feira, 30 de junho de 2015

MEUS PAIS... MEUS PRIMEIROS AMORES!

A primeira foto, ainda solteiros. 
Mais de cinquenta anos juntos. 
Estiveram separados, fisicamente, três anos. 
A saudade falou mais alto! 
Agora, de novo juntos no céu.

Pai, dá um beijinho e um grande, grande, chi-coração à mãe. 
Amar-vos-ei sempre e para todo sempre!