José Filipe era um rapaz alegre e inteligente.
Os pais e os irmãos eram o seu porto seguro, e Vila Real o seu mundo.
Amava a família, e crescia de forma saudável com a natureza; explorava cada um dos seus recantos. Imaginava-se um Indiana Jones, e só regressava a casa quando a mãe o chamava para as refeições.
Os pais e os irmãos eram o seu porto seguro, e Vila Real o seu mundo.
Amava a família, e crescia de forma saudável com a natureza; explorava cada um dos seus recantos. Imaginava-se um Indiana Jones, e só regressava a casa quando a mãe o chamava para as refeições.
Contudo, à medida que a juventude se aproximava sentia que lhe faltava algo; não conseguia expressar por palavras o que lhe ia na alma. Gostava de ler e sentia que Vila Real já não lhe chegava. Precisava de mais…
- O quê?! (pensava José Filipe). O que me falta?
- O quê?! (pensava José Filipe). O que me falta?
A sua entrada na faculdade foi motivo de orgulho para os pais, e a Universidade de Lamego ficava perto de casa. Todavia, a mãe sentia um aperto no peito de cada vez que se lembrava que o filho estava a crescer e já não o conseguiria manter muito tempo junto a si.
Longe de imaginar que a curta distância seria apenas o princípio da nova vida do seu, amado, filho.
Longe de imaginar que a curta distância seria apenas o princípio da nova vida do seu, amado, filho.
José Filipe gostava de conhecer lugares e culturas diferentes, e não era difícil encontrá-lo a ler, ver documentários na televisão ou a navegar na Internet.
Um dia, durante o jantar, comentou com a família que tinha conhecido Zury pela Internet e que gostaria de a conhecer pessoalmente.
Contou com tal comoção… quem o ouvisse perceberia o que lhe ia no coração… a família sentiu, nesse momento, que nunca o conseguiriam demover da sua intenta, e foi dessa forma que o viram partir.
Oporem-se seria o mesmo que afastar o filho. Isso era impensável!
Oporem-se seria o mesmo que afastar o filho. Isso era impensável!
José Filipe nunca trouxera dissabores à família. Fora sempre bom menino, bem educado e nunca reprovara na escola.
No dia da sua partida para a Malásia, não houve quem conseguisse conter as lágrimas. Estas caíam, abundantemente, pelos rostos de todos os que se foram despedir de José Filipe.
- Malásia… Zury… meu amor… já falta tão pouco para estarmos juntos (José Filipe não pensava em mais nada). Todo o pensamento se concentrava no encontro de ambos e tinha a garganta embargada pela ansiedade que sentia.
Quando, por fim, foi anunciada a chegada à Malásia, José Filipe ficou petrificado e não se mexeu mais.
E se… e se… (balbuciava ele) e se Zury não gostar de mim? Perguntou a uma hospedeira de bordo que entretanto se aproximara para o mandar sair do avião.
E se… e se… (balbuciava ele) e se Zury não gostar de mim? Perguntou a uma hospedeira de bordo que entretanto se aproximara para o mandar sair do avião.
Hesitantemente desceu do avião, e foi buscar a mala.
Decidiu ligar para casa. Iria dizer aos pais que tinha desistido de conhecer Zu e que só queria regressar e desistir daquela ideia, que percebeu agora, disparatada!
Quando se preparava para telefonar, viu Zury a acenar-lhe. O sorriso dela iluminava todo o espaço e não conseguia ver mais nada, ofuscado com a sua beleza.
Sem pensar, correu no seu encalço e abraçou-a, ali mesmo, sem pudores. Sem medos.
Era outro lugar, outra cultura, outro mundo.
Zury correspondeu ao seu abraço.
Assim ficaram durante alguns minutos, e não se conseguiam apartar. Nem um, nem outro, falaram… as palavras estavam naquele abraço.
José Filipe tinha chegado a casa.
Vila Real não sairia nunca do seu coração. Porém, tinha chegado ao seu lar.
Decidiu ligar para casa. Iria dizer aos pais que tinha desistido de conhecer Zu e que só queria regressar e desistir daquela ideia, que percebeu agora, disparatada!
Quando se preparava para telefonar, viu Zury a acenar-lhe. O sorriso dela iluminava todo o espaço e não conseguia ver mais nada, ofuscado com a sua beleza.
Sem pensar, correu no seu encalço e abraçou-a, ali mesmo, sem pudores. Sem medos.
Era outro lugar, outra cultura, outro mundo.
Zury correspondeu ao seu abraço.
Assim ficaram durante alguns minutos, e não se conseguiam apartar. Nem um, nem outro, falaram… as palavras estavam naquele abraço.
José Filipe tinha chegado a casa.
Vila Real não sairia nunca do seu coração. Porém, tinha chegado ao seu lar.
Regressou ao país que o viu nascer uns anos mais tarde.
Depois de vários dias de chuva, Vila Real vestiu-se de azul celeste para o receber.
Não só a família, também os vizinhos e amigos fizeram questão de estar presentes para receber o filho da terra que por todos era amado.
Não só a família, também os vizinhos e amigos fizeram questão de estar presentes para receber o filho da terra que por todos era amado.
Com José Filipe foram Zury e Andrea, filha de ambos.
Andrea, a princesa! Andrea, fruto do mais puro e belo amor.
José Filipe percorreu metade do mundo para o tornar mais colorido!
Coloriu o mundo com os tons de duas culturas diferentes que se tornaram iguais.